Tenho fome de um poço que se afoga de sede
Tenho sede de tudo que não se alimenta de nada
Meu baú não tem espaço, nem fundo e nem tampa
Quero pescar estrelas sobre a lua
Quero enxugar o pranto que não chorei
Quero matar oque me mata por dentro
Já aprendi o caminho de casa de volta ao centro
Vou tampar a placa rua a nova etapa
Só eu sei as esquinas que passei
Só eu sei os desertos que atravessei
A correnteza do rio me trouxe até aqui
Quero me afogar nas margens
Quero respirar novos ares
Quero motivos pra sorrir.
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